Diploma de jornalismo?

A notícia é a seguinte: Ação em defesa do diploma rende convite à Famecos. A diretora e professora Magda vai para Brasília participar do debate “O Poder das Profissões e a Responsabilidade dos Profissionais” no evento Pautar Brasil 2009. Ela foi convidada a partir da posição da faculdade em repudiar a extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalismo votado em junho.

Eu acredito muito no trabalho de jornalista, admiro muito os corajosos que cobrem matérias em lugares em guerra e, inclusive, morrem pela profissão. Mas, sinceramente, uma hora ou outra, o diploma de jornalismo vai ser extinto.

diploma-blog

Eu acredito que seja inevitável sua morte porque a matéria-prima dessa profissão é a comunicação e hoje nós passamos pela maior revolução dessa disciplina. E isso quer dizer que não saberemos para onde ela se encaminhará e como nossos filhos e netos estarão fazendo comunicação, ou jornalismo. A obrigação de um diploma para divulgar informações para a sociedade é a piada a ser contada daqui a 10 anos – ou menos.

6 thoughts on “Diploma de jornalismo?

  1. Acho que o diploma vale e vale muito, no mínimo comprova que sentastes 4 anos em uma cadeira de uma faculdade e te aculturastes. São 4anos de vivencia com a profissão e com futuros profissionais. São 4anos que tentastes entender os mecanismos que movem a profissão. Foram 4 anos que ouvistes profissionais da àrea,todos os dias. Existem muitas razões mais que comprovam a validade de um diploma,se não, todos aqueles que se acham com o dom,podem sair dando sem competêcia nenhuma e o nível…fica bem baixo.

  2. hahahah é isso aí Bininha. Concordo muito contigo. Apesar de ter achado a minha faculdade fraca, é essencial ter um diploma, nem que seja para seguir adiante e fazer outros cursos complementares. Beijos

  3. Esse é o problema, do ponto de vista jurídico, de acabar com o diploma do jornalista:

    Diagramador é equiparado a jornalista por não precisar de diploma para exercer a função

    Foi aceito o pedido em ação trabalhista de um diagramador do jornal O Município Dia-a-Dia, de Brusque (SC), que pretendia seu enquadramento como jornalista. Os juízes da 1ª Turma do TRT-SC discordaram do voto da relatora Mari Eleda Migliorini e, por maioria, mantiveram a decisão de primeira instância por entenderem que não é necessário o diploma de jornalismo para exercer a atividade.

    O autor Ronaldo Antonio da Silva Romeu ingressou com a ação pedindo o seu enquadramento como jornalista e as diferenças salariais previstas nas convenções coletivas da categoria e a aplicação da jornada de trabalho especial de cinco horas.

    O jornal contestou a pretensão do empregado, alegando que ele não poderia ser enquadrado como jornalista por não ter diploma de ensino superior. Essa tese foi afastada pelo juiz Hélio Garcia Romero, da VT de Brusque e autor da sentença de primeiro grau de outubro de 2008, que deu pela procedência da ação.

    O magistrado fundamentou a decisão no art. 4º do Decreto-lei nº 972/76, que diz não ser necessária a graduação em jornalismo ou comunicação social para o exercício da função de jornalista/diagramador.

    Inconformado com a sentença, o jornal recorreu ao TRT catarinense. A juíza redatora do processo, Águeda Maria Lavorato Pereira, ajustada ao entendimento do magistrado Romero, acrescentou em seu voto que “esta discussão, aliás, restou superada uma vez que em recente decisão proferida no julgamento do Recurso Extraordinário nº 511961 (em 17.06.09), o pleno do STF derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista”.

    Na avaliação da magistrada, hoje se pode dizer que não só a função de diagramador mas mesmo aquelas mais comumente associadas a atividade fim dispensam graduação em jornalismo.

    Com esse entendimento, o jornal terá que pagar ao empregado as diferenças salariais estabelecidas nas convenções coletivas de trabalho dos jornalistas e as horas extras trabalhadas além da quinta hora diária. Ainda cabe recurso ao TST.

  4. Realmente, eu acho um absurdo o sujeito reevindicar salário e benefícios da profissão. Infelizmente, o brasileiro empre encontra buracos em quase todas leis.

    Mas a principal questão que eu queria levantar era a de que estamos nos encaminhando para uma comunicação totalmente horizontal, a minha demanda por informação nova e verdadeira faz com que eu uitlize de outros meios para consumir essa informação e esse meio vai construir credibilidade independenete de um diploma.

    : )

  5. Pingback: Chamem de análise, reflexão, desabafo… mas não chamem de Retrospectiva! « Café Ferrolho

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