E o marketing das redes sociais?

Uma definição bacana que ouvi esses dias sobre sites de redes sociais é que eles se posicionaram como uma loja one-stop-shop, tipo hipermercados com chaveiro, lavanderia, veterinária, tudo. Nós vamos nesses estabelecimentos ou sites não porque eles oferecem o melhor serviço (IM, fotos, games), mas pela conveniência de ter tudo no mesmo lugar, com apenas um login.

O MySpace é um desses sites e ele vem perdendo grande participação no mercado. Fechou as portas no Brasil e sua situação está péssima nos EUA. Seus usuários únicos caíram de 127 milhões em abril de 2009 para 111 milhões em abril deste ano, enquanto o Facebook cresceu de 307 milhões para 519 milhões no mesmo período (ComScore). Essa fase fez com a empresa comprada por $650milhões tomasse medidas mais efusivas, eles contrataram a agência de São Francisco, Pereira O’Dell, para reposicionar a marca e fazer a sua primeira grande campanha de comunicação. Mas será ainda em tempo:

Esse desafio é um tanto estimulante para qualquer um que realmente gosta de trabalhar com comunicação. Na real, eles não estão tão fudidos assim, o Facebook está envelhecendo muito no país americano e ficando meio careta. Além disso, o MySpace já tem uma veia de nicho musical muito forte e essa identidade, na minha opinião, deve permear o reposicionamento da empresa, principalmente equanto o Facebook não cria nada no segmento musical para sua super one-stop-shop. Em momentos de crise na indústria fonográfica, nada melhor que uma empresa moderna e com a costa quente de um grande grupo de comunicação liderar essa mudança, renovar design e usabilidade, oferecer ferramentas para que os músicos trabalhem suas marcas pessoais e, por que não, artistas de outras áreas como dança, teatro, enfim… eles tem uma base sólida para vídeos também.

Agora, trazendo um pouco para o nosso mercado, a situação do MySpace não é muito parecida com a do Orkut? Ainda não tivemos crescimento negativo na rede social do Google, principalmente pela entrada de classes mais baixas e pessoas de meia idade. Mas, e se fosse o caso? Seria possível posicionar o Orkut como uma rede social de nicho? Ou existe a possibilidade de competir de frente com Facebook, sendo que milhares de usuários já migraram, inclusive muitos dos que leem este post? Pensando dessa forma, acho a situação do MySpace incrivelmente mais confortável.

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