Mídia social pode mudar o mundo?

JR é um artista francês com um trabalho que consiste em tirar fotos de pessoas, criar posters gigantes e colar pelas ruas. A ideia é muito simples e muito boa, tão boa que ela evolui naturalmente, desde levar arte a locais que não existe arte, até brincar com o confronto entre palestinos e israelentes, ou usar da técnica como objeto, no caso da Índia ele não podia colar os rostos mas eles apareciam com a poeira sujando seus painéis. A arte de JR é uma big ideia.

Tanto é que ganhou o TED Prize 2011 e foi convidado a fazer um projeto que pudesse mudar o mundo, ele criou o Inside out. O projeto é uma evolução de sua arte para patamares globais, ele convida as pessoas para que tirem uma foto do seu rosto e eles enviam um poster seu que deve ser colado em alguma lugar de sua cidade. Você deve tirar uma foto de seu poster aplicado e enviá-la de volta. Segundo JR “o que faz esse projeto ser grandioso é que as ferramentas estão a disposição, mas as pessoas podem acrescentar suas próprias vozes e rostos”. Ele continua: “as pessoas podem fazer parte do movimento. Elas podem tornar isso local e adaptar o projeto para que ele tenha relevância no que importa para cada pessoa”.

Logo que eu li essa frase na matéria da Fast Company me veio em mente que isso é puramente social media. As pessoas querem contar suas próprias histórias nas mídias sociais, elas são as grandes protagonistas, elas falam das marcas não porque gostam das marcas, mas porque gostam de interagir nas suas redes sociais. Como diz Griffin Farley na sua apresentação do , How To Do Propagation Planning: Give the people, the tool and a story. They will tell your (brand) story.

Entretanto, JR faz questão de dizer que não trabalha com marcas ou patrocínios. Ele ainda reforça que essa questão é muito importante para ele pois assim tem responsabilidade apenas por sí e o objeto do seu trabalho. Em sua apresentação no TED, ele foi aplaudido nesse momento e finaliza dizendo: Art can change the perception, art can change the way we see the world.

E aqui cabe a questão: Marcas não conseguem mudar percepção e a maneira como vemos o mundo? Temos alguns exemplos legais, inclusive da própria agência HUGE, que fez o site de JR, é autora do Pepsi Refresh Project e talvez tenha alguma influência no projeto. Acredito que marcas, sim, podem mudar a forma como vemos o mundo e a mídia social é o ambiente para a mudança, para que as pessoas se envolvam, participem e sintam-se responsáveis. Na minha opinião, as marcas podem mudar o mundo, a mídia social pode mudar o mundo!

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