Kraft, Gladwell and why it’s better to be third

Diferente dos outros seminários, Malcolm Gladwell entrou com gritos de Uhuu! no Debussy, principal auditório do festival. O sujeito é um dos pensadores mais influentes da atualidade e uma de suas habildades já foi exposta nas primerias palavras: ele fala claro, com ritmo e expõe muito bem seus argumentos e a forma de manifestá-los. Ou seja, ele não é apenas uma bom escritor.

Gladwell começa falando sobre a necessidade de sermos o primeiro no que fazemos e toda a glória que é destinada a pessoa que encontra algo novo. Mas logo afirma que não temos que desejar ser o primeiro, mas desejar sermos o terceiro! (what?) Ele conta três histórias.

Começa com a guerra de 1982 e o grande sucesso de Israel ante o fracasso da Síria, chamada de “Turkey Shot”, comparando a guerra aos jogos de tiro ao alvo, onde a Síria representava perus esperando para tomar tiros. Esse grande sucesso foi consequência da utilização de diversas tecnologias digitais utilizadas por Israel, entretanto, eles não tinham inventado nenhuma dessas tecnologias.

Soviéticos foram os precursores, eles tinham estrutura para criar esse tipo de inovação. Já os EUA, através de sua estrutura organizada em exército, marinha e aeronáutica, eram empreendedores descentralizados, o que facilitava a execução do que era novo. Já Israel estava devastado, vinha de um histórico de guerras e uma população com grandes necessidades, eles precisavam achar uma solução e encontraram organizando todo esse aprendizado anterior de maneira criativa.

Para Gladwell, os soviéticos não conseguiram implementar sua inovação pois tem um regime muito burocrático, já a descentralização dos Estados Unidos não permitia um esforço forte em apenas uma grande inovação. Quem efetivamente conseguiu implemenar e beneficiar-se do novo foi Isarel, o terceiro.

Gladwell conta outra história, essa de uma pessoa mais conhecida: Steve Jobs. No começo da carreira, Jobs visitou o Xerox Park, um ambiente extremente rico em inovação, com diversos projetos sendo executados entre eles o mouse e as interfaces gráficas. O então jovem visionário achou aquilo maravilhoso e levou para implementar em sua empresa. Na ocasião, a Apple vinha de algumas tentativas frustradas, como Apple Lisa, e estava desesperada. O mouse e a interface gráfica foram a solução.

A Xerox não inventada todas suas inovações, mas tinha autonomia para implementá-las, ela era a segunda. A Apple, uma empresa com grandes necessidade, a terceira, foi a que obteve maior sucesso de todas! Ela não era a mais inovadora, mas a que soube criar as melhores conexões e implementar a tecnologia no momento certo.

E a última história, e bem mais recente, Gladwell fala do Friendster, a primeira rede social para as pessoas se encontrarem e “meeting people you want to sleep with” como ele disse, em seguida veio o MySpace, que incorporou perfil e gostos musicais e, por terceiro, o Facebook, uma plataforma que demonstra integralmente o usuário e organiza a identidade dessa pessoa na internet.

Gladwell fala muito bem, ele é super enfático nos seus principais pontos e, independente de terceiro, quarto ou segundo, acho que existe um recado muito bacana de sermos menos advogados do diabo e sempre observarmos o que está sendo feito no mercado e como podemos aplicá-lo para a cultura. Especialmente em um segmento que consome referências tecnológicas, muitas vezes a frente do tempo de implementá-las. No final da palestra, peguei umas palavras de Israel Diaz, Chief Creative Officer da Y&R de Toronto, Canadá que fala exatamente sobre isso e algumas outras percepções:

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