Datasexuals

Um serviço que armazena todos os lugares que você visitou automaticamente, ele auto-detecta locais pelo nome e reconhece quanto tempo você permaneceu neles. Esse é o PlaceMe.

Enquanto você se desloca ao longo do dia, o serviço identifica pessoas com afinidade que estão ao seu redor, você pode ver o perfi daquela pessoa, contactá-la e vice-versa. Segundo a TIME, “Highlight está na linha de frente de uma nova geração de serviços mobile”. E de uma nova geração de pessoas que são implacavelmente digitais, ao máximo que a tecnologia permite, e buscam coletar todos os dados possíveis de suas vidas, de localização à caloria.

As últimas pesquisas revelaram que a Dopamina e seu efeito do prazer não está ligado à experiência em sí, mas à expectativa e a busca. Ela causa o desejo e a motivação pela sobrevivência, nos faz curiosos por ideias e informação. Com a quantidade de dados que estamos coletando nós temos quase que uma gratificação instantânea do nosso desejo pela busca. Cada check-in é uma gozada.

O reflexo disso é a tentativa de explicar esse comportamento e o surgimento de novos termos para definir essa geração: narcissism 2.0, wasted life 2.0 ou, o que seria o equivalente ao metrosexual mas relacionado à dados, datasexual.

Você já tinha imaginado o quão cool seria ter um bracelete com brilhos em neon mostrando sua atividade física do dia? Nike+ Fuelband faz isso, foi um sucesso de vendas e, com todo o ecossistema do Nike+, é uma das poucas companhias que conseguiu transformar seu negócio e ficar lado-a-lado com as empresas de tecnologia e suas perspectivas de crescimento.

Todos nós, não apenas os datasexuals de hoje, iremos evoluir nossa cadeia de equipamentos e serviços digitais no nosso entorno, mesmo sem nos darmos conta, quanto mais transparente a tecnologia mais aparente serão os dados nas nossas vidas. A geração que está crescendo agora é uma geração de datasexuals, como um viciado em crack, eles estão numa busca insaciável pelo like.

Em alguns anos, talvez, o termo não fará nenhum sentido pois todos seremos datasexuals. Hoje, esse termo não deve fazer nenhum sentido para muitas pessoas mas, pelo menos, ele serve à reflexão.

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