E se o Facebook não existisse em 2016?

Vamos imaginar que estamos em 2016, durante as Olimpíadas. Hoje, em 2016, estamos com mais de 100 milhões de brasileiros com seu próprio perfil. E mais de 50% de todos brasileiros terão acesso a redes sociais. Facebook, Twitter e o falecido Orkut estão completando 10 anos de idade, ou mais.

E vamos também imaginar que o Facebook não existe mais. Se pudéssemos medir a performance da presença das nossas marcas em 2016, quais seriam as métricas?

(A provocação aqui é para fazermos uma análise se estamos realmente definindo objetivos claros para nossas marcas em social ou se a pressão por resultados no curto prazo e o modismo de estar presente está tornando difusa a busca por relevância).

Investimos dinheiro para criar uma base de fãs, depois investimos dinheiro para impactar os fãs que já tínhamos “conquistado”. Agora, em 2016, diversos “especialistas” em mídias sociais estão dizendo que 3 ou 4 anos atrás vivemos em uma época míope, onde clientes estavam olhando para as métricas erradas e agências atendendo somente demandas táticas.

SocialRevolution

Voltando para o dia 14 de novembro de 2013, eu gosto muito do Facebook para trabalhar marca. Ele tem uma estrutura que ajuda a gerar conversa e relacionamento, uma ferramenta pronta de analytics e uma mídia eficiente para gerar interações e cliques.

Com certeza será um canal importante até 2016 mas será que estamos olhando para as métricas corretas? Ou praticamente todas marcas precisam ter o maior número possível de Engaged Users, assim como precisavam ter o maior número de fãs dois anos atrás? O que é engajamento? O que é um fã?

Minha sugestão para todos que estão desenvolvendo estratégias de mídias sociais é questionar qual é o papel das mídias sociais para seus clientes.
Se ele não souber a resposta, questione qual o papel do digital.
Se ele não souber a resposta, questione qual é seu objetivo de comunicação.
Se ele não souber a resposta, questione qual a direção do negócio da empresa para os próximos anos.

Pegue esse definição e leve como objetivo da sua estratégia de mídias sociais.
Depois traduza isso em métricas (coisas que são mensuráveis) e desenvolva uma estratégia de mídias sociais.

Lógico que não é tão fácil assim e não quero criar fórmula, pois a coisa é tão nova que isso realmente não existe, quero ajudar. E talvez a principal ajuda que precisamos agora é incentivar todos nós a darmos uma passo para trás (ou para frente) e imaginar.

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