Os erros do novo profissional da cultura digital.

Projetos paralelos sempre estiveram na minha vida, desde o mais complexo como participar da Bienal B até dar aulas periodicamente. O que foi interessante constatar é que as atividades fora das empresas que trabalhei acabaram direcionando muito mais minha carreira profissional.

Projetos paralelos tiram a gente do conforto. Geram experimentação e geram ideias dentro das ideias, permitindo evoluí-las. Oposto ao dia-a-dia do trabalho onde acabamos priorizando novas demandas e… novas ideias.

Há um tempo atrás conheci uma dupla de criação da R/GA NY que se denomina Innovative Thunder. Eles criaram projetos como Pay with a tweet e Twelp Force. Na conversa, contaram que a maioria dos projetos de marca que desenvolveram vieram ou beberam da fonte de side projects (desculpe quem não gosta do termo em inglês).

Outro exemplo interessante é o trabalho do Austin Kloen, que palestrou no SxSW, e que aborda processos criativos. Tendo projetos paralelos como um grande assunto ele mostra o gráfico The Life of a Project:

Numa direção profissional é interessante pensar em como a estratégia das empresas de tecnologia vem se modificando para o incentivo de side projects. Desde a cultura interna do Google até a oferta recente de apps do Facebook.

A estratégia do Facebook sempre foi direcionada em fazer com que toda a internet fosse consumida através dele. Fica claro quando analisamos o Facebook Home e o Graph Search que essa estratégia não foi a mais correta.

O pivô da mudança veio do pensamento Mobile First, onde temos que focar no que é mais importante. Com o celular, nosso mais “antigo” wearable, todo o momento é uma oportunidade de comunicar. Ganha quem é mais relevante.

A visão que o Facebook está trabalhando para o mobile é na criação de Standalone Apps, descentralizando a oferta e focando em serviços específicos para cada perfil de usuário.

O Facebook Messenger já é um trabalho de sucesso, a iniciativa do Facebook Paper não é nada mais que trazer o feed pra mobile. A compra do Instagram e do WhatsApp só reforça a estratégia de ter diversos serviços independentes e com propósitos claros.

facebookPaper

Vivemos constantemente em um moment dark night of the soul. Muitas vezes esse momento parece infinito, mas ultrapassá-lo já é uma conquista. Colocar alguma coisa na rua, por mais que ela não seja o que esperávamos, é um motivo de orgulho e comunica. E isso é marketing. Testar e errar é marketing pois às vezes fala muito mais sobre a empresa do que um conceito bonito.

Isso me faz acreditar mais nas empresas que tentam e erram, do que nas que não se permitem errar. Isso me faz acreditar mais no Facebook do que na Globo, por exemplo, na qual não consigo identificar testes corajosos além de comprar pequenas empresas. Algo True! (para quem gosta de termo em inglês).

Estamos entendendo que marcas na cultura online devem ser humildes, o erro é público e errar é marketing. Quando erramos em uma reunião, entendemos que para o novo profissional, errar dói menos. E que essa cultura deve partir de cada um e de seus projetos pessoais, já que estes definem tanto o futuro da carreira profissional, assim como a reunião de amanhã.

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