A estética da 7º Bienal do Mercosul.

Nesse final de semana fui à Bienal do Mercosul no Cais do Porto. Eu estava em débito com essa visita, mas não perderia muito caso deixasse de ir… sim, fiquei decepcionado! Mas a estrutura era ótima, organização impecável e um local quase imbatível falando-se em grandes eventos de arte na capital gaúcha:

Eu fiquei decepcionado pois a arte entregue não era facilmente digerida, cada espaço necessitava de, no mínimo, uns 30 minutos para assistir aos vídeos ou ouvir os milhares de fones de cada exposição, além disso, sem monitor, iam-se mais uns 30 minutos de reflexão para não chegar em lugar algum. Ou seja, em uma tarde de domingo (que começa tarde!) não consegue-se tempo nem para experienciar integralmente um dos 4 espaços em exposição.

Conclusão, a obra se torna superficialmente estética, ela não entrega conceito, acaba entregando muito menos do que se propõe, o que era pre ser um evento popular com cunho educacional, acaba virando uma desculpa para tirar os filhos de casa e outros infelizmentes…

Mesmo assim, analisando pela estética, eu gostei bastante de um vídeo que mostra um sujeito magro, vestido de cuecão e com uma máscara  “mucha lucha”, ele fazia uns movimentos aleatórios e tinha uma outra reprodução no chão desse mesmo sujeito deitado, sofrendo e com objetos reais que pareciam lixo sobre ele, realidade aumenteda pura:

Então, se precisarerm tirar os filhos de casa, vale dar um olhada no sujeito, o nome dele é José Alejandro Restrepo, a obra, Ficções do Invisível, mais aqui.

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Circo Fellini, meio que imperdível.

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Localizado na Marquês do Pombal, a casa Boni se destaca pela sua magnitude, beleza e pela escada central toda em mármore. Ela é uma típica casa burguesa do início do século XX, construída pela engenheiro Armando Boni em 1922 e o antigo lar da produtora TGD. Hoje ela é a sede do Instituto NT de cinema e vídeo, administrado pela mesma produtora, e está com uma amostra muito bacana: Circo Fellini

Circo Fellini

De 18 de setembro até 17 de novembro exibições de desenhos, fotografias, cartazes e, lógico, muitos filmes de Federico Fellini, uma dos mais importantes cineastas italianos. A campanha da mostra ficou muito legal também, com anuncio, spot e tv. Dá uma olhada no filme, também desenvolvido pela TGD, e não deixa de conferir a mostra e a Casa Boni, abre sábado, domingo e é bem pertinho do Parcão.

Margs e o Trensurb

O MARGS está com uma exposição muito bacana em comemoração ao ano da França no Brasil: Arte na França 1860 – 1960: O Realismo. Pra tirar beicinho de quem reclama que nossa cidade não está no cenário cultural. 

O foco da exposição, de acordo com o museu, está no período em que o realismo se afirma na arte francesa e passa a influenciar o panorama cultural internacional. A DCS fez uma campanha muito bonita, retratando personagens de grandes pinturas chegando à Porto Alegre por diversos meios.

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Fazendo um gancho muito medíocre, mas até apropriado, agora quem mora em Novo Hamburgo e nas redondezas pode vir à Porto Alegre de uma nova forma, expandiram o Trensurb. E a comunicação, não sei se proposital, é um banner expansível, sendo uma metáfora geek ou não, e mesmo que eu não acredite muito em banner, ficou bem legal:

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Sem querer desmerecer Novo Hamburgo, e tentando amenizar a mediocridade do meu gancho acima, diferentemente do que muitos acreditam, os frequentadores deste tipo de exposição são  proletariados. Sinceramente, patrícios não sabem apreciar este tipo de evento e qualquer pessoa que frequente, verá muito mais pessoas simples e que buscam um entretenimento para final de semana diferente de futebol e caldeirão do Huck, ainda mais agora, com um novo transporte!

Parada Gay

Rolou a parada Gay, ontem, em São Paulo. Com direito a Barack Obama, Ana Maria Braga e Penélpe, estima-se que o evento tenha reunido 3,5 milhões de pessoas, 400 mil turistas e movimentado 190 milhões de reais. É o maior evento em reunião de pessoas e o segundo maior em volume de dinheiro.

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O que me choca é que, com tanto potencial de consumo, poucas marcas se manifestaram no evento. Na verdade, fiz uma breve pesquisa e só encontrei ações promocionais do Santander distribuindo brindes e com um painel montado para fotos e promoções do mesmo banco com a Tam oferecendo desconto nos pacotes de viagens.

Um pouco mais a fundo (sem conotação pejorativa), descobri que essas ações fazem parte do Programa de Valorização da Diversidade do Grupo Santander Brasil que adotou a extensão do benefício de assistência médica e odontológica  e a possibilidade de composição de renda de pessoas do mesmo sexo.

O Santander é um exemplo muito bacana de quem soube trabalhar a marca com esse público potencial. Agora, será que ainda existe o preconceito e o medo de vincular-se aos homossexuais? Será que já não passamos dessa fase e hoje nos consolidamos em um mundo de comportamento aberto e democrático?

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Da minha parte, eu fazia chover pétalas de rosas! O gay por sí só está na moda e não existe orgulho homo ou hetero que  desconsidere os 38% de seus gastos em compras, entre outros números.

Coca-Cola Parc

Ontem terminou o Coca-Cola Parc aqui em Porto Alegre. Eu compareci ao evento no fim-de-semana e estava muito bacana. Sinceramente, fazia tempo que eu não via (ou frequentava) algo do gênero: cinema, mix bazar, palco lateral e principal. Abaixo a campanha da DCS com direito a Twitter:

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O que mais me impressionou é como essa cultura underground inglesa + emo + rock já está inteiramente consolidada no mainstream, a gurizada estava do AllStar, aos acessórios e cortes de cabelo perfeitamente caracterizados. Inclusive, podia-se fazer a famosa franja cortando diagonalmente a testa, como a dos The Teenagers, no qual assisti ontem. 

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Outra coisa bacana, no palco lateral, qualquer pessoa podia subir e cantar uma música. Dois gurizões cantaram NXZero e um magrelo, que estava sentado do meu lado, perguntou se eu sabia tocar Fresno. Ele estava muito nervoso e queria um companheiro, o máximo que pude fazer era incentivar ele a subir no palco e foi o que ele fez, vivenciou uma experiência e um engajamento com a marca que ficará na memória dele e de muitos jovens gaúchos que gostam de Pepsi.

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Uma pena que não estava próximo de ficar cheio o local. Talvez eu demore para presenciar novamente um evento tão legal e um ótimo entretenimento para o fim-de-semana.