criatividade ≠ inovação

Vijay Govindarajan é professor de International Business e escreve no Harvard Business Review. Neste post ele conta que realizou uma pesquisa com diversos gerentes de empresas para questioná-los qual era a definição de inovação e muitos deles responderam algo associado com criatividade. No mesmo post, Vijay comenta que inovação não é criatividade. Criatividade diz respeito à ideias e inovação sobre como executá-las.

Lendo este post eu lembrei de uma pessoa que tem uma definição para tal idiossincrasia que acho genial, simples e no ponto, daqueles aforismos que levamos pra vida. Yves Behár, da Fuse Project, disse o seguinte: Ideia é conceito, inovação é processo.

O sujeito realmente tem moral pra falar. Ele foi responsável pelo One Laptop Per Child, Jawbone Bluetooth e, dando mais uma pesquisada ali e aqui, encontrei este case muito bacana, talvez o mais recente da Fuse, que realmente reflete o pensar na inovação como processo, em design como processo, em accountability, enfim, os vídeos falam por sí:

Case:

Explicação do Yves Béhar:

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A estética da 7º Bienal do Mercosul.

Nesse final de semana fui à Bienal do Mercosul no Cais do Porto. Eu estava em débito com essa visita, mas não perderia muito caso deixasse de ir… sim, fiquei decepcionado! Mas a estrutura era ótima, organização impecável e um local quase imbatível falando-se em grandes eventos de arte na capital gaúcha:

Eu fiquei decepcionado pois a arte entregue não era facilmente digerida, cada espaço necessitava de, no mínimo, uns 30 minutos para assistir aos vídeos ou ouvir os milhares de fones de cada exposição, além disso, sem monitor, iam-se mais uns 30 minutos de reflexão para não chegar em lugar algum. Ou seja, em uma tarde de domingo (que começa tarde!) não consegue-se tempo nem para experienciar integralmente um dos 4 espaços em exposição.

Conclusão, a obra se torna superficialmente estética, ela não entrega conceito, acaba entregando muito menos do que se propõe, o que era pre ser um evento popular com cunho educacional, acaba virando uma desculpa para tirar os filhos de casa e outros infelizmentes…

Mesmo assim, analisando pela estética, eu gostei bastante de um vídeo que mostra um sujeito magro, vestido de cuecão e com uma máscara  “mucha lucha”, ele fazia uns movimentos aleatórios e tinha uma outra reprodução no chão desse mesmo sujeito deitado, sofrendo e com objetos reais que pareciam lixo sobre ele, realidade aumenteda pura:

Então, se precisarerm tirar os filhos de casa, vale dar um olhada no sujeito, o nome dele é José Alejandro Restrepo, a obra, Ficções do Invisível, mais aqui.