Se o Santander não faz, fazemos por ele!

Eu estava dando uma olhada no Coletiva.net quando me deparo com a notícia: Santander Cultural lança hotsite especial para concurso de longas. Achei muito bacana! Uma nova ferramenta, um novo ponto de contato, uma outra forma de divulgar  e democratizar a cultura no nosso estado. Show!

Na mesma notícia dizia que o hotsite tinha que ser acessado pelo site. Achei estranho pois perde a principal catacterísitca da ferramenta, ser independente. Tentei por uns dez minutos encontrar o maldito, uma eternidade quando se trata de comunicação online, mas nada! Então, comecei a navegar pelo site do Santander Cultural e fiquei extremamente decepcionado. As imagens não carregam, a página está formatada para uma tela com definição de celular 800 x 600, links não funcionam ou informam que não tenho permissão de acesso e por aí vai.

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Mas o Santander Cultural é o máximo, programação bacana, música boa, recentemente apresentou a Transfer e a cultura urbana para os cidadãos de Porto Alegre, inclusive com pista de skate dentro do museu. Maravilha! Eles tem um conteúdo com potencial absurdo e que gera notícia. Conclui que a comunicação do Santander se baseia mesmo é na contracapa de ZH.

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Então, quem deveria ou poderia fazer essa comunicação? Acredito que a culpa seja nossa também, somos mimados pelos nossos feeds e queremos tudo de mão beijada. Porto Alegre tem cultura e estrutura, a praça da alfândega respira arte, tem o MARGS o CEEE na Andradas, recentemente abriu o Complexo Master na cidade baixa, alguém já foi? Bom, eu faço mea culpa dessa falta de comunicação mas nunca é tarde para começar, o site tem alguns links que funcionam, então vai lá e dá uma olhada na programação de setembro para Cinema e Música e agenda no teu Outlook, Phoenix, deperta no celular, coloca um bilhetinho na parede, sei lá.

Depois, sim, se achares tudo ruim, tu podes mentir que se sentiu no Louvre fazendo a tosca da visita 3D e dizer que isso é comunicação de verdade!

Você que entra e não cabe.

Eu me sinto aliviado quando entro em qualquer nova plataforma e ela é simples e objetiva, como o hotsite da campanha Mulher Colorada do Inter feita pela Novacentro:

HotsiteInter

Ele entrega o que se propõe: aumentar o número de sócios nos estádios. Bom, quem são os principais advogados da marca e formadores de opinião no futebol??? Pois bem, o hotsite é apenas uma ferramenta de recomendação. Uma forma bacana, querida e colaborativa de arrecadar sócios. Resultado: 1.700 convites no primeiro dia.

O mundo digital nos confere tantas oportunidades que a ansiedade às vezes parece tomar conta do propósito inicial dos projetos. Por mais conectados, wi-fiados e multi-tasking que somos, a gente não necessita de um portal em todos os momentos. “Você que entra e não cabe” já dizia Vinicius. Ou seja, uma verdadeira experiência de marca tem que ser honesta e simples,  independente do segmento ou do produto. E isso serve desde o sorobô de uma torcida de futebol ao arranjo da Tonga da Mironga do Kabuletê:

Hotsite FIERGS

fiergs

Achei a campanha da FIERGS muito bonita, ela passa a mensagem de forma simples e clara o que pretende sua instituição. Em épocas de crise, para um dos setores mais afetados, inovar é realmente preciso.

Mas o que realmente me chamou a atenção é o hotsite linkado com o banner. Ele contém todas peças da campanha institucional: anúncios, filme, áudio e mídia externa. É sóbrio, simples e transparente: minha comunicação é essa e.

Eu acabei entrando em cada uma das mídias e interagi muito mais do que diversos hotsites. Não sei, existem campanhas que querem dizer muito em pouco tempo de conversa, acaba que se torna o maior chato. Ainda bem que na internet podemos fechar a página sem ofender ninguém.