criatividade ≠ inovação

Vijay Govindarajan é professor de International Business e escreve no Harvard Business Review. Neste post ele conta que realizou uma pesquisa com diversos gerentes de empresas para questioná-los qual era a definição de inovação e muitos deles responderam algo associado com criatividade. No mesmo post, Vijay comenta que inovação não é criatividade. Criatividade diz respeito à ideias e inovação sobre como executá-las.

Lendo este post eu lembrei de uma pessoa que tem uma definição para tal idiossincrasia que acho genial, simples e no ponto, daqueles aforismos que levamos pra vida. Yves Behár, da Fuse Project, disse o seguinte: Ideia é conceito, inovação é processo.

O sujeito realmente tem moral pra falar. Ele foi responsável pelo One Laptop Per Child, Jawbone Bluetooth e, dando mais uma pesquisada ali e aqui, encontrei este case muito bacana, talvez o mais recente da Fuse, que realmente reflete o pensar na inovação como processo, em design como processo, em accountability, enfim, os vídeos falam por sí:

Case:

Explicação do Yves Béhar:

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Quero uma Barbie.

Em um mundo plano e com as mesmas referências, uma parcela da diferenciação surge de um consumo diferente de informação, sem preconceito, estereótipos, superficialidades e futilidades: a Barbie. Ela lançou uma promoção para o verão americano com duas inovações muito interessantes, promoção 2 em 1:

A primeira, que na verdade é mais uma ideia criativa, está na utilização do Foursquare, ferramenta pop do momento e que já vale quase 100 milhões de dólares. Tanto ele como o Gowalla refletem esse momento do consumidor como o tomate seco da vez, beneficiando mayors e ajudando a tornar a personalidade digital das pessoas mais interessante (ou não) através dos badges. Mas a marca foi no sentido inverso e, ao invés de estimular os usuários a darem check-in nos lugares, ela passou a dar check-in aonde estaria e as pessoas tinham que ir até lá para ganhar brindes. Nada novo e muito óbvio, já que a marca é um personagem. Mas pelo fato de ir no sentido contrário de como as marcas estavam utilizando a ferramenta, vale a reflexão sobre uma nova referência mesmo que consumida por todos. Aqui segue o vídeo da Promoção:

A outra, e essa sim uma grande inovação, está no produto. Depois de diversos lançamentos com todas cores de pele, cabelo, roupas e namorados; a Barbie navega a favor dos ventos tecnológicos e lança uma boneca com uma câmera fotográfica dentro, onde as meninas (ou meninos) podem tirar fotos a partir da boneca e descarregá-la no computador. Em um momento em que se fala de internet ubiquida para talvez daqui a 5 anos, já vemos pequenas manifestações de como isso poderia ser praticado.

Aqui segue o vídeo da promoção:

Primeiro comercial 3D do Brasil.

Nesta última quinta-feira, no GNC do Iguatemi, foi lançado o primeiro comercial 3D do Brasil. A Paim fez um série com 3 animações de 15″ estrelando seus dois pingos nos “is”. Os ricos parceiros do projeto foram a Dr. Smith, Lado B, Studio Kiko Ferraz e a Digipix, empresa australiana que fez parte da finalização.

Vocês podem assistir aos comerciais no news do site da paim.

paim,

Ninguém vai discordar da minha sinceridade ao dizer que fico muito orgulhoso com o fato, mas alguns podem achar exagero ao dizer que foi um puta trabalho de inovação, mas foi. O projeto foi totalmente fora dos padrões normais de trabalho, exigiu um esforço extra pauta e extra know-how, ninguém sabia ao certo o que estava fazendo, e, além disso, parte da animação teve que ser finalizada na Australia por um sujeito encontrado nos fóruns de discussão sobre 3D, estereoscopia, paralaxe e outros animais estranhos…

A palavra inovação já está vulgarizada, mas, independente da próxima denominação hype que seja, o aprendizado interessante a se retirar é que temos todas as ferramentas nas mãos para fazermos o que quer que desejamos. Agora, a questão é muito mais motivacional e pró-ativa, cabe aproveitarmos essa onda de oportunidade que o recente mundo aberto nos proporciona e surfar o mais radical e veloz possível.

UniRitter no Kzuka

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Muito bacana o anuncio do UniRitter no Kzuka de Maio. É um menino surfista e no verso uma roupa de advogado, quando o anuncio é exposto à luz, as imagens se fundem formando uma mesma pessoa, surfista e advogado. Super de acordo com o conceito da campanha: Seja tudo o que você quiser.

O interesante é que, mesmo sendo um anuncio impresso, ele pode ter um envolvimento maior com a marca porque motiva a uma ação da pessoa que folheia o Kzuka, querendo ou não, a pessoa se engaja com o propósito.

Seria bacana também vê-lo em jornal com gramatura menor, por exemplo, em uma ZH de domingo, com aquele sol de quem acordou tarde, não precisaria nem colocar contra a luz. Mas a segmentação pesa muito mais neste caso e provavelmente terá um resultado melhor.

Claro, se os jovens leitores conseguirem tirar os olhos das fotos dos amigos e não estiverem tão ansioso para ver as próximas. Diga-se de passagem, o Kzuka é bancado por anuncios, mas movido por fotos!