Meio conteúdo

A revista Fast Company lança anualmente a lista 100 Most Creative People in Business. Entre essas 100 geniais pessoas, Zachary Lieberman me chamou muito a atenção por desenvolver um projeto genial com o tão criativo quanto, James Powderly, que está participando do Creators Project, projeto parceria da Intel com a revista Vice:

Na minha opinião, o EyeWriter é um perfeito exemplo de como deveria ser a utilização da tecnologia. Ela não é a grande protagonista, está a serviço das pessoas de maneira eficiente e simples. Uma vez li o artigo de um professor do MIT defendendo que quanto mais transparente for a tecnologia, mais próxima do seu ideal de consumo ela estará. Quando ligamos a televisão, fazemos o uso inconsciente, involuntário ou transparente de uma rede elétrica, assim será com a internet e assim será com o uso racional de qualquer nova tecnologia que quiser fazer parte da nossa sociedade de maneira sólida.

Na publicidade, a tecnologia deveria ser percebida como algo secundário também. Pessoas são e sempre serão os grandes protagonistas das histórias mais bacanas, independente de sua forma. A Toyota provavelmente conheceu o trabalho do Zachary Lieberman e quis utilizá-lo. Entretanto, na minha opinião, eles simplesmente esqueceram de pensar nas pessoas:

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Quero uma Barbie.

Em um mundo plano e com as mesmas referências, uma parcela da diferenciação surge de um consumo diferente de informação, sem preconceito, estereótipos, superficialidades e futilidades: a Barbie. Ela lançou uma promoção para o verão americano com duas inovações muito interessantes, promoção 2 em 1:

A primeira, que na verdade é mais uma ideia criativa, está na utilização do Foursquare, ferramenta pop do momento e que já vale quase 100 milhões de dólares. Tanto ele como o Gowalla refletem esse momento do consumidor como o tomate seco da vez, beneficiando mayors e ajudando a tornar a personalidade digital das pessoas mais interessante (ou não) através dos badges. Mas a marca foi no sentido inverso e, ao invés de estimular os usuários a darem check-in nos lugares, ela passou a dar check-in aonde estaria e as pessoas tinham que ir até lá para ganhar brindes. Nada novo e muito óbvio, já que a marca é um personagem. Mas pelo fato de ir no sentido contrário de como as marcas estavam utilizando a ferramenta, vale a reflexão sobre uma nova referência mesmo que consumida por todos. Aqui segue o vídeo da Promoção:

A outra, e essa sim uma grande inovação, está no produto. Depois de diversos lançamentos com todas cores de pele, cabelo, roupas e namorados; a Barbie navega a favor dos ventos tecnológicos e lança uma boneca com uma câmera fotográfica dentro, onde as meninas (ou meninos) podem tirar fotos a partir da boneca e descarregá-la no computador. Em um momento em que se fala de internet ubiquida para talvez daqui a 5 anos, já vemos pequenas manifestações de como isso poderia ser praticado.

Aqui segue o vídeo da promoção:

Digital como centro

A constante mudança que vivemos torna a definição do presente algo sempre incompleto. Conseguimos definir o espírito do nosso tempo não por manifestações e mudanças culturais presentes, mas pelo seu reflexo no futuro. Por isso, não me atrevo a tentar falar sobre o futuro. O que venho propor nesse post é falar sobre a manifestação de uma tendência significativa na indústria, as campanhas centralizadas no digital.

Neste momento, estamos presenciando a votação do Tomorrow Awards, uma premiação que propõe a quebra de barreiras tecnológicas através da criatividade publicitária, como defendido por eles. O mais interessante é que essa manifestação não é própria das agências digitais, observando o shortlist, vemos a presença de diversos grandes grupos de comunicação que, através ou não de agências digitais fundidas, compradas ou associadas, desenvolvem excelentes trabalhos.

Deifinitivamente, existe um caminho estrutural de campanha sendo perseguido e algumas tentativas muito bem realizadas, como a Parallel Lines da Philips, realizada pela TribalDDB de Amsterdã, uma entre o shortlist da Tomorrow Awards. Neste caso, a campanha tem o propósito de lançar a nova série de televisores Philips, o que conta com uma boa verba para filme. E foi exatamente isso que eles fizeram, mas ao invés dos 30”, eles criaram 5 curtas com um mesmo diálogo, mas com técnicas, estéticas e histórias totalmente diferentes, entregando o conceito “There are millions of ways to tell a story. There’s only one way to watch one” de forma muito mais perene, interativa e participativa.

Talvez o caminho criativo fazia jus à essa centralização ou o público desse produto seja de cinéfilos e geeks, amantes de tecnologia que fazem questão de um televisor com internet e de interagir pela web. Independente, o que pode ser percebido é uma familiaridade cada vez maior com a internet por parte dos “stakeholders” da definição estratégica, avalizando cada vez mais a sua centralização. Talvez, já estejamos vivendo algum reflexo do futuro.

Post medíocre

Já que hoje é um dia medíocre, vou escrever um post medíocre. E eu adianto que não tenho vergonha de escrever “such a thing” pois elas geralmente são endereçadas para mim.

Não é um baita trabalho de marca, seu conteúdo nem é tão bom mas ele preenche um momento muito importante da minha semana e a experiência é sempre recompensadora, ele entrega o que promete. Então, assumo: eu adoro ler o jornal Cine Semana enquanto espero a comida no Shopping Moinhos #prontofalei.

CineSemana

Com certeza isso tem prazo de validade e o principal vilão será o próprio shopping. Como muitos, eu tenho um smartphone e pago uma banana pelo consumo de dados (internet). Por outro lado, acredito que os espaços públicos com wi-fi aparecerão mais rápidos do que o barateamento dos pacotes de dados, por isso acho que o shopping matará o jornal. Ou será que não.

Hotmedia exportando tecnologia

Só gaúcho mesmo pra falar que prestar serviço para São Paulo é exportação, mas acho que a brincadeira vale a pena quando tratada com produtos de valor agregado. A Hotmedia nasceu há três anos e tem feito diversos trabalhos bacanas de streaming em âmbito nacional, ajudando marcas a se comunciarem com seu público através de áudio e vídeo. Entra lá no site na parte de projetos e dá uma olhada.

Hotmedia

Recentemente eles anunciaram dois novos projetos, um para a Unilever e outro para um partido político, ou seja, os caras estão bombando. Ou melhor, o produto dos caras está bombando!

A circulação de jornais caiu, os leitores online crescem vertiginosamente, assim como smartphones, netbooks (que pra mim tem prazo de validade) e outros aparelhos, sendo que todas essas plataformas são ambientes propícios para streaming. Ou seja, provavelmente eles estarão exportando de verdade.

Se já não estão…

Campanha Eleitoral na Internet

Pesquisa Interativa da Rádio Guaíba. Você é favorável à liberação da campanha eleitoral pela internet?

Sim: 26%, Não: 31% e Indecisos: 43%

Eu tenho 1 consideração e 1/2 sobre o resultado dessa pesquisa.

A primeira é óbvia, as pessoas não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet. Por maior que seja o número de usuários brasileiros, 62,3 milhões (Ibope Nielsen Online),  apenas uma grande minoria ficou a par do que realmente foi a campanha do Obama, de que o melhor emprego do mundo era uma campanha de Queensland, estado da Austrália ou sabem do Twitter do Serra (@http://twitter.com/joseserra_)

A 1/2 consideração é que, a maioria das pessoas que disseram não, também não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet, e o princpal motivo é o medo do desconhecido. As pessoas podem até entender que existem redes sociais e que podemos nos comunicar através de diversas ferramentas, mas imagina ser bombardeado por políticos através delas, ou tentar entender suas propostas, já que nem conseguimos entender essas intenções via santinho.

lula

Logicamente, como publicitário, eu sou a favor da liberação, fico imaginando as possibilidades criativas e como eu adoraria trabalhar em projetos com tamanho budget e descontos barganhados, mesmo que seja para uma minoria da população. Minoria porque apenas 26% disse que sim entre 62,3 milhões de brasileiros que usam a internet, ou dizem que usam, mas na verdade não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet, do que foi o case do Obama, do blog do Lula, de que merda é essa de Twitter…