Qual é sua história?

Esses dias eu estava vendo essa apresentação sobre Social Media e um slide me chamou muita atenção. Era um tweet onde @xHollyo dizia: Social media is about getting others to tell our stories for us. Na primeira leitura parece um pouco complicado, mas numa interpretação da tradução do Google, seria algo como: Social media é fazer com que os outros contem nossas histórias pra gente.

Até poucos anos atrás não existia uma forma de interação com os meios, éramos passivos e espectadores. Em tempos da publicidade de engajamento, as marcas passaram a dar possibilidades e incentivar a interação dos usuários. Com o grande crescimento dos sites de redes sociais, em especial Facebook, as marcas passaram a criar os ambientes e os incentivos de interação entre os usuários e os amigos dos usuários. Seja através de games, promoções ou propósitos sustentáveis.

Hoje temos o grande desafio da atenção e estamos vivendo uma verdadeira revolução na forma com que consumimos e compartilhamos informação, é inegável que a experiência está mudando. A única coisa que não muda são as pessoas e suas motivações. Sempre consumiremos conteúdos relacionados ao nosso entorno, sobre nós mesmos e nossos interesses, sobre as histórias parecidas com as nossas e sobre o que nossos amigos pensam sobre nossas histórias.

Campanha Eleitoral na Internet

Pesquisa Interativa da Rádio Guaíba. Você é favorável à liberação da campanha eleitoral pela internet?

Sim: 26%, Não: 31% e Indecisos: 43%

Eu tenho 1 consideração e 1/2 sobre o resultado dessa pesquisa.

A primeira é óbvia, as pessoas não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet. Por maior que seja o número de usuários brasileiros, 62,3 milhões (Ibope Nielsen Online),  apenas uma grande minoria ficou a par do que realmente foi a campanha do Obama, de que o melhor emprego do mundo era uma campanha de Queensland, estado da Austrália ou sabem do Twitter do Serra (@http://twitter.com/joseserra_)

A 1/2 consideração é que, a maioria das pessoas que disseram não, também não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet, e o princpal motivo é o medo do desconhecido. As pessoas podem até entender que existem redes sociais e que podemos nos comunicar através de diversas ferramentas, mas imagina ser bombardeado por políticos através delas, ou tentar entender suas propostas, já que nem conseguimos entender essas intenções via santinho.

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Logicamente, como publicitário, eu sou a favor da liberação, fico imaginando as possibilidades criativas e como eu adoraria trabalhar em projetos com tamanho budget e descontos barganhados, mesmo que seja para uma minoria da população. Minoria porque apenas 26% disse que sim entre 62,3 milhões de brasileiros que usam a internet, ou dizem que usam, mas na verdade não tem a mínima ideia do que se trata uma campanha eleitoral pela internet, do que foi o case do Obama, do blog do Lula, de que merda é essa de Twitter…

ZH, política, twitter e um post.

Sério, o pessoal da ZH leu meu post do dia 03/06, onde eu defendo que hoje a forma e, principalmente, o meio de fazer protesto e política mudou completamente. Ok, eles não leram nada, talvez ninguém tenho lido porque ele estava em desacordo com  a comunicação moderna, tinha uns 140.000 caracteres. Mas pelo menos ele estava alinhado com o que diz a página 6 de Zero Hora. Recomendo a leitura da matéria (e do post)!

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Vende-se usuários do Twitter no Mercado Livre

As marcas evoluiram a um patamar de valor que as tornaram muito representativas no patrimônio de uma empresa. Hoje, a marca do Google vale mais de U$100 bilhões, a marca brasileira mais bem posicionada no ranking da Millward, o Bradesco, vale mais de 6,5 bilhões de dólares.

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E muito do desenvolvimento dessas organizações provém da captação de recursos através da venda de frações da própria empresa no mercado de capitais. Essa prática existe desde o século XV, com as companhias orientais onde ações eram comercializadas movimentando mercados e rotas comerciais. É uma prática extremamente consolidada, rentável mas, até hoje, imprevisível.

Com o avanço da tecnologia, a comunicação foi facilitada de tal maneira que tenho o poder de influenciar uma imagem de marca e, assim, afetar seu valor de mercado. Prática que se torna ainda mais fácil se eu possuo o domínio de uma marca dessas, pois bem, agora pode-se comprar domínios no Mercado Livre.

 

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Eles estão a venda, fazem parte do patrimônio dessas marcas e, se você acredita que o valor de mercado dessas organizações pode aumentar nos próximos anos, a obtenção de um domínio do Twitter hoje pode ser uma rara oportunidade. Os espertos que aproveitem, eu já tenho os meus domínios guardados!

Ontem e Hoje

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Ontem, sindicatos integrantes do fórum dos servidores públicos fizeram uma manifestação na Assembléia Legislativa utilizando banners contra o Governo Yeda. Os mesmos banners já tinham sido utilizados em outra manifestação e, da mesma forma, foram retirados pelos seguranças do governo por conter mensagens ofensivas, aos gritos de “abaixo a ditadura” por parte dos manifestantes.

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Ontem, o governo Chinês proibiu o Twitter, Flickr, Bing, Blogs e outras redes sociais e, anteriormente, já tinha proibido YouTube, Blogger e WordPress (esse no qual escrevo).  Pelo que li, o governo chinês quer calar os manifestantes e impedi-los de se organizarem para o aniversário de 20 anos do massacre na Praça Celestial, o Tiananmen, onde 100.000 estudantes protestaram contra a repressão e corrupção do Partido Comunista, que respondeu com uma série de mortes, alguns dizem 400 e outros 10.000.

Ontem, a comunicação era impreterivelmente presencial, uma manifestação poderia ter diversos tons ou ideais, mas as pessoas tinham que se unir fisicamente, gritar o mais alto possível, ecoar por toda a cidade para que mais pessoas se juntassem e a causa ganhasse proporções tamanhas, a ponto de que o barulho impossibilitasse o sono de quem dorme na torre mais alta do castelo.

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Hoje, a comunicação é em nuvem, o boca-a-boca é exponencial e a presença física não é mais necessária para causar alguma mudança. Temos milhares de ferramentas à disposição, elas são fáceis de usar, não impedem tons difamatórios e custam muito menos que um banner.

Hoje, é impossível vetar qualquer tipo de aproximação de pessoas, troca de arquivos, protestos, manifestações, sarcasmos… No Brasil ainda temos uma cultura muito aberta e com direito de expressão. (Galera, a ditadura já se foi e bem antes da fita K7!). Na China, o governo é muito mais culhudo, mas não impede que aplicativos, tipo TweetDeck, sejam rodados e que a conversa continue.

Mesmo assim, por aqui, a manifestação foi um sucesso, ganhou a página 10 da Zero Hora e tal. Então, será que está tão fácil assim? Por que todo mundo não protesta? Ou são pessoas que tem coisas mais importantes para fazer como, por exemplo, escrever um blog, subir fotos do último churras, combinar o próximo, xingar as companhia telefônicas pelo Twitter ou falar com amigos gringos pelo Facebook?